A principal criptomoeda do mundo, o Bitcoin (BTC), enfrenta uma fase desafiadora após atingir uma máxima histórica de US$ 120 mil em outubro, agora sendo negociado a US$ 70 mil, representando uma desvalorização de quase 50% em um curto espaço de tempo.
Números em Destaque
- Máxima histórica: US$ 120 mil
- Cotação atual: US$ 70 mil
- Desvalorização: quase 50%
Contexto do Mercado Cripto
Os analistas Gabriel Bearlz, da Mercurius Crypto, e Valter Rebelo, da Empiricus, discutem que as flutuações atuais no preço do Bitcoin refletem uma nova dinâmica institucional no mercado. A entrada de cerca de US$ 150 bilhões via ETFs de Bitcoin alterou o perfil dos investidores, tornando o ativo mais suscetível a correções de preço. Além disso, o cenário macroeconômico global é considerado favorável aos ativos de risco, embora a pressão de venda recente tenha sido impulsionada por esses fundos passivos.
Bearlz observa que a correção atual é a menor já registrada na história do Bitcoin, sendo que quedas anteriores foram entre 70% e 80%. Esta fase é vista como um amadurecimento do ativo, que agora se comporta de maneira semelhante a ações de tecnologia, seguindo movimentos de grandes empresas como Microsoft e Amazon.
Os especialistas também destacam que a correção atual não está relacionada a uma crise interna, como ocorreu em 2022. O suporte histórico é considerado entre US$ 68 mil e US$ 69 mil, um nível que representa o pico do ciclo de 2021. O ciclo de quatro anos baseado no halving já não é mais relevante, com 95% do volume de Bitcoins já minerado, sugerindo que o movimento de preços é guiado mais pela psicologia dos investidores e pelo fluxo de capitais.
A visão para o futuro do Bitcoin é otimista, com um preço-alvo de US$ 150 mil, embora não haja expectativa de que o teto histórico seja renovado neste ano.
A cotação do Bitcoin e de outras criptomoedas é um indicador volátil do mercado financeiro, frequentemente correlacionado com a cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa.
Criptomoedas
2026-02-11 13:09:00
