A professora Tatiana Coelho de Sampaio é a responsável pela pesquisa da polilaminina, um medicamento experimental que promete transformar o tratamento de lesões medulares. Após mais de 25 anos de trabalho na UFRJ, sua pesquisa ganhou notoriedade, mas ainda requer testes e validações científicas para que se concretize como uma opção viável.
Trajetória acadêmica
Aos 59 anos, Tatiana Sampaio dedicou sua carreira à UFRJ, onde é professora desde 1995. Com formação em ciências biológicas e doutorado na mesma instituição, ela também realizou estágios de pós-doutorado na Universidade de Illinois, nos EUA, e na Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha.
Desde os anos 1990, ela lidera pesquisas sobre a laminina, uma proteína que pode ajudar na regeneração de tecidos nervosos. A polilaminina, um polímero derivado dessa proteína, é aplicada diretamente na coluna para potencialmente restaurar movimentos em pacientes com lesões medulares.
O que falta entender sobre a polilaminina
Embora relatos de tratamentos com polilaminina tenham surgido, muitos deles ocorreram por meio de ações judiciais para acesso a um medicamento ainda não aprovado. A segurança e eficácia da polilaminina para uso humano ainda não foram comprovadas, e os dados disponíveis não foram revisados por pares, o que gera incertezas sobre os resultados.
Próximos passos das pesquisas
Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou um estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da polilaminina em cinco pacientes com lesões medulares completas ocorridas há menos de 72 horas. O estudo inicial busca garantir que o medicamento não cause mais danos do que benefícios.
Após essa fase, estudos subsequentes poderão testar a eficácia do medicamento em grupos maiores e por períodos mais longos, seguindo os padrões rigorosos da pesquisa científica.
Atualmente, há mais perguntas do que respostas sobre a polilaminina, e a evolução do conhecimento nesse campo pode ser mais lenta do que o desejado. A trajetória das pesquisas sobre a laminina, que começou há três décadas, é um exemplo disso.




