O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito Direto, uma fintech localizada em Jaraguá do Sul (SC), após a empresa registrar um lucro líquido negativo de R$ 1,355 milhão em setembro de 2025. A decisão foi formalizada na quarta-feira, 11 de março de 2026, pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.
A medida foi justificada devido ao “grave comprometimento da situação econômico-financeira e as graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”. Dados divulgados pelo IFData, do Banco Central, indicam que a Dank acumulava um passivo de aproximadamente R$ 45 milhões, enquanto seu patrimônio líquido era de apenas R$ 975 mil.
O Banco Central designou a Faccio Administrações como liquidante do processo, com Valdor Faccio assumindo a responsabilidade técnica. Além disso, a autarquia tornou indisponíveis os bens do controlador Alcir Vidau Oldenburg e bloqueou os bens dos ex-administradores da Dank: Ana Paula Bueno Cavalcante, Cláudio Roberto Alves e Tiago Coelho Przywitowski.
As Sociedades de Crédito Direto (SCDs) operam com recursos próprios para realizar operações de crédito por meio de plataformas eletrônicas, conforme descrito pelo Banco Central. Essas instituições têm a permissão de prestar serviços de análise de crédito para terceiros, bem como cobrar créditos de terceiros e distribuir seguros relacionados a operações concedidas por meio eletrônico. A emissão de moeda eletrônica também é uma atividade autorizada.
A Dank recebeu autorização do Banco Central para iniciar suas atividades em 2022 e fazia parte do segmento S5, que abrange instituições de pequeno porte. Embora se identificasse como Dank Bank em suas redes sociais, a fintech não possuía licença bancária. O site da empresa oferecia serviços como emissão de Cédula de Crédito Bancário (CCB), risco sacado, crédito consignado, Bank as a Service (BaaS) e fiança bancária.




