Cinema brasileiro não conquista prêmios no Oscar e governo investe R$ 16,3 milhões em projeto frustrado

Na 98ª cerimônia do Oscar, o cinema brasileiro não obteve sucesso, com o filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, não conquistando nenhuma das quatro categorias em que estava indicado, incluindo a de melhor ator para Wagner Moura. O resultado decepcionou, especialmente considerando o investimento mínimo de R$ 16,3 milhões em verba pública pelo governo federal, que buscava promover uma narrativa política sobre a ditadura militar no cenário internacional.

O suporte financeiro foi significativo, com o governo financiando R$ 15,5 milhões do orçamento total de produção de R$ 27 milhões. Esses recursos foram obtidos através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), editais da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Petrobras, representando 57% do custo de realização do filme. Além disso, a Ancine disponibilizou R$ 800 mil especificamente para lobby e publicidade junto à Academia de Hollywood.

Euforia de Lula não trouxe resultados no Oscar

O investimento recebeu apoio entusiástico do governo, com o presidente Lula celebrando o filme como um marco histórico após vitórias no Golden Globes. Ele promoveu sessões exclusivas no Palácio da Alvorada com o elenco, afirmando que a premiação era um evento para “entrar para a história do cinema brasileiro”.

Entretanto, o retorno financeiro para o governo deve ser de apenas R$ 1,5 milhão, cobrindo apenas 18% do que foi injetado pelo FSA no longa-metragem. Esse montante é calculado com base na porcentagem que o governo tem direito sobre o faturamento nacional do filme, que arrecadou R$ 50,6 milhões nas bilheteiras. Assim, o investimento ainda não se pagou.

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