Astronauta canadense Jeremy Hansen faz história na missão Artemis 2 e revela descoberta de cratera rara na Terra

A missão Artemis 2 da NASA, lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, conta com o canadense Jeremy Hansen, o primeiro astronauta não americano a alcançar a órbita lunar. Hansen é reconhecido por sua participação na descoberta de uma rara cratera de impacto na Terra, localizada no Lago Gow, em Saskatchewan, uma expedição realizada há 15 anos.

Na época, Hansen, que ainda não fazia parte do corpo de astronautas da Agência Espacial Canadense (CSA), colaborou com uma equipe da Universidade do Ontário Ocidental, liderada pelo geólogo Gordon Osinski. O artigo que detalha essa descoberta foi publicado em maio de 2023 na revista Meteoritics & Planetary Science.

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Jeremy Hansen, astronauta canadense da missão Artemis 2 – Crédito: NASA

Durante sua missão, Hansen poderá observar a cratera que estudou anteriormente, que apresenta semelhanças com algumas crateras lunares. Osinski destacou que a publicação do estudo demorou devido a prioridades de pesquisa e à pandemia de Covid-19, mas a espera foi benéfica, uma vez que a tecnologia de laboratório evoluiu.

Embora Hansen não seja um dos autores do estudo, ele é mencionado nos agradecimentos, reconhecendo sua contribuição durante a expedição. O astronauta, que continua a participar de pesquisas geológicas, é valorizado pela NASA por sua experiência, especialmente em relação à exploração de outros corpos celestes.

NASA valoriza pesquisas científicas dos astronautas

Hansen afirmou em 2015 que suas expedições geológicas são fundamentais para a preparação para futuras explorações em planetas. O Lago Gow, onde a cratera foi descoberta, é um local que se formou há cerca de 200 milhões de anos, e os geólogos encontraram rochas incomuns que confirmaram a origem por impacto.

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Lançamento da missão Artemis 2 à Lua, em 1º de abril de 2026 – Crédito: NASA/Aubrey Gemignani

Detalhes sobre a cratera descoberta pelo astronauta da missão Artemis 2

O estudo do Lago Gow revelou que a cratera foi mal interpretada por 50 anos, inicialmente considerada uma cratera complexa. Os geólogos descobriram que ela é, na verdade, uma cratera de transição, um tipo raro encontrado em apenas um outro local na Terra. Essa descoberta pode oferecer insights sobre as crateras lunares, onde a NASA planeja pousar na missão Artemis 4 em 2028.

Os geólogos coletaram amostras de rochas que não se pareciam com o terreno local e confirmaram que foram moldadas por impactos. As expedições foram descritas por Osinski como emocionantes e desafiadoras, utilizando hidroaviões e canoas para explorar a região remota.

As crateras de transição, como a do Lago Gow, são comuns na Lua e podem fornecer informações valiosas sobre o impacto de rochas espaciais no ambiente local. A pesquisa continua a ser um ponto focal para a NASA e suas missões futuras.

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