O clássico entre Millonarios e Santa Fe, marcado para este domingo às 14h, é crucial para ambos os times, que estão fora da zona de classificação e precisam da vitória para manter as esperanças de avançar. Rafael Robayo e Agustín Julio, figuras emblemáticas do confronto, discutem a importância deste duelo e as condições atuais de suas respectivas equipes.
Robayo: ‘Os dois, em situação complexa’
Rafael Robayo, que disputa o top 10 de jogadores com mais clássicos pelo Millonarios, com 32 jogos e dois gols, reconhece a pressão que o time enfrenta após a derrota contra O’Higgins na Copa Sudamericana. A equipe ocupa atualmente a décima posição na tabela, com 21 pontos.
“Ambos os times chegam em situação complicada. Se houver empate, é como se os dois se despedissem das finais, e quem perder ficará de fora. Ambos estão fora dos oito”, analisou Robayo.
Ele destaca que o Millonarios enfrenta uma pressão maior para vencer diante de sua torcida e continuar lutando pela classificação. “É necessário seguir fazendo a tarefa no meio local; psicologicamente, isso será um grande desafio, especialmente após um resultado negativo na Sudamericana”, acrescentou.
Robayo expressou preocupação com a defesa do Millonarios, afirmando que a equipe parece ser uma ao atacar e outra ao defender. “Os adversários perceberam isso após a sequência de vitórias”, observou.
Ele também comentou sobre a irregularidade do time, que oscila entre grandes vitórias e derrotas inesperadas, atribuindo essa inconsistência à falta de um jogador que atue como elo na defesa.
Julio: ‘É o partido mais importante’
Agustín Julio, ex-goleiro do Santa Fe, enfatizou a importância emocional e competitiva dos clássicos. Com uma carreira marcada por atuações memoráveis, ele relembra a intensidade que esses jogos trazem, independente da situação das equipes.
“Jogar um clássico era a morte! Assim que o jogo anterior terminava, já se sentia a tensão para o próximo. Era motivante e estressante”, declarou Julio, que atuou pelo clube em quatro períodos entre 1995 e 2011.
Ele ressaltou que a minimização de erros é crucial em um clássico, pois qualquer falha pode ser aproveitada pelo rival. “Tivemos a convicção de lutar por cada bola com a garra que caracteriza o Santa Fe”, afirmou.
Julio recordou momentos de sua carreira, como uma fase em que o Santa Fe não perdeu por dois anos consecutivos para o Millonarios, e lamentou as derrotas que ocorreram, enfatizando a importância de manter a hegemonia no clássico.
Por fim, ele enviou uma mensagem de apoio ao Santa Fe, que enfrenta a possibilidade de eliminação, destacando a necessidade de esperança e perseverança entre os torcedores.




