No último ano, o ator Marcelo Serrado abriu-se sobre suas experiências com crises de ansiedade, episódios de pânico e o diagnóstico de burnout. Serrado enfatizou a importância de utilizar sua visibilidade como figura pública para fomentar o debate sobre esses temas, ajudando mais pessoas a buscar ajuda.
A psiquiatra Maria Fernanda Caliani ressalta que esses quadros emocionais ainda são frequentemente minimizados. Ela afirma: “Existe uma banalização do sofrimento emocional. Muitas pessoas escutam que é frescura ou falta de força, quando, na verdade, estamos falando de condições reais, que envolvem alterações neuroquímicas e impacto direto na saúde global”.
Sintomas
A Dra. Caliani explica que o burnout é uma síndrome relacionada ao estresse crônico no trabalho, manifestando-se através de exaustão extrema, distanciamento emocional e queda no desempenho. As crises de pânico, por sua vez, podem ocorrer de forma inesperada, apresentando sintomas físicos intensos que muitas vezes são confundidos com problemas cardíacos.
Ela acrescenta: “O grande ponto é que o corpo fala. E quando ele começa a gritar, não dá mais para ignorar”.
A busca por ajuda, como fez Serrado, é considerada um divisor de águas. O tratamento pode incluir psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, em alguns casos, uso de medicação. Além disso, é fundamental uma mudança de perspectiva sobre si mesmo, respeitando limites e compreendendo que a produtividade não deve comprometer a saúde.
Ao transformar suas experiências em arte, apresentando a peça Terapia, o ator contribui para o debate e ajuda a desmistificar estigmas. Discutir saúde mental, atualmente, é uma necessidade urgente.
Conforme conclui a Dra. Maria Fernanda Caliani, “cuidar da mente não é luxo, é necessidade. E reconhecer isso é um passo essencial para viver com mais equilíbrio e qualidade de vida”.
Leia também: Aos 13 anos, filhos gêmeos de Marcelo Serrado roubam a cena em rara aparição: ‘Que lindos’




