Banco Central do Brasil proíbe uso de criptomoedas para liquidação de remessas internacionais a partir de outubro

O Banco Central do Brasil implementou uma nova resolução que proíbe provedores eletrônicos de câmbio estrangeiro (eFX) de utilizarem stablecoins, bitcoin ou outras criptomoedas para liquidar remessas internacionais. A Resolução BCB Nº 561, publicada em 30 de abril, entrará em vigor em 1º de outubro, com prazos de adaptação até 2027.

Detalhes do Anúncio

  • Pagamentos entre provedores de eFX e contrapartes estrangeiras devem ser feitos por meio de transações de câmbio ou contas em moeda real de não residentes.
  • Criptomoedas estão excluídas como opção para a liquidação de pagamentos internacionais.
  • Empresas de remessas não podem converter reais em stablecoins ou bitcoin para pagamentos no exterior.
  • A resolução não proíbe a negociação de criptomoedas; investidores ainda podem comprar, vender e transferir criptomoedas através de prestadores autorizados.
  • A mudança visa empresas como Wise, Nomad e Braza Bank, que utilizam stablecoins em transferências internacionais.
  • O mercado de criptomoedas no Brasil movimenta entre 6 bilhões e 8 bilhões de dólares por mês, com stablecoins representando cerca de 90% do volume.
  • O Brasil ocupa a quinta posição na adoção global de criptomoedas em 2025, com aproximadamente 25 milhões de brasileiros envolvidos em transações de cripto.
  • A resolução restringe o eFX a instituições autorizadas pelo BCB, como bancos e corretoras, e empresas não autorizadas devem solicitar autorização até 31 de maio de 2027.
  • Os provedores de eFX podem realizar transferências vinculadas a investimentos financeiros com limite de US$ 10.000 por transação.

A cotação do Bitcoin e de outras criptomoedas é um indicador volátil do mercado financeiro, frequentemente correlacionado com a cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa.


Criptomoedas


2026-05-02 14:02:00

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