A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou que, mesmo que uma mulher seja nomeada para a vaga atualmente aberta na corte, levaria 18 anos até que ela pudesse assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa afirmação evidencia a distância em relação à paridade de gênero na justiça brasileira.
A declaração ocorreu durante a sessão plenária do STF na quinta-feira (7), após o ministro Dias Toffoli prestar homenagem a Cármen pelo término de sua gestão à frente do TSE. A última sessão da ministra na presidência do tribunal eleitoral aconteceu na mesma manhã, e na próxima semana, o ministro Kassio Nunes Marques assumirá o cargo.
O STF está com uma vaga em aberto desde outubro, quando o ex-ministro Luís Roberto Barroso se aposentou. O presidente Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a posição, mas sua nomeação foi rejeitada pelo Senado Federal. Após essa derrota, o governo continua a discutir os próximos passos.
Cármen Lúcia reafirmou que renunciou à sua cadeira no TSE para permitir que a nova composição da corte eleitoral inicie os preparativos para as eleições gerais de 4 de outubro, ressaltando que essas tarefas são desafiadoras, mas essenciais. Ela comentou: “Dizem que Deus ajuda os loucos e os bêbados, e eu acho que ajuda também o povo da Justiça eleitoral, porque só Deus para ajudar e para dar tudo certo do jeito que dá”. A ministra expressou esperança de que a nova composição traga um período de trabalho e realizações que fortaleçam a democracia brasileira.




