Na manhã de quarta-feira (1º), um homem suspeito de envolvimento indireto no atentado contra o policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi morto por agentes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) durante uma suposta troca de tiros no Jardim Guaianazes, zona leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela corporação.
O capitão Hillen Diniz, da Rota, declarou em entrevista que a abordagem ao suspeito ocorreu após uma denúncia recebida através do Disque Denúncia. “As equipes analisaram as informações, localizaram o veículo e, na tentativa de abordagem, o indivíduo não se rendeu e efetuou disparos contra a equipe”, afirmou o capitão, acrescentando que o homem não resistiu aos ferimentos.
Durante a madrugada, a polícia localizou um Renault Logan branco, supostamente utilizado no crime contra o policial, estacionado na rua Benjamin de Barros. O veículo estava coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos agentes. Após a verificação da placa, confirmou-se que se tratava do mesmo carro envolvido no atentado.
O capitão Hillen informou que imagens mostraram o suspeito saindo do Logan, que está diretamente relacionado ao crime. A polícia agora analisa imagens de câmeras de vigilância para determinar se o veículo foi utilizado no planejamento do ataque e em outras áreas onde o policial circulava. “O que a gente já tem certeza é de que foi um crime planejado com antecedência”, declarou Hillen, sem esclarecer a motivação do crime ou a possível participação de organizações criminosas.
O policial Pimentel, que passou por uma cirurgia neurológica de emergência após ser baleado na cabeça no último sábado (27), apresentou sinais de melhora. A equipe médica do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, decidiu reduzir a sedação, observando uma boa resposta ao tratamento neurológico e funcionamento adequado dos órgãos.
O ataque ocorreu enquanto o policial estava à paisana em sua motocicleta, parado em um semáforo, quando dois homens em outra moto se aproximaram e atiraram. Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi morta em 2008, em um caso que chocou o Brasil. No último domingo (28), a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio contra o policial. A investigação indica que esses homens atuaram em coordenação com os executores do ataque, utilizando veículos de apoio durante a ação.
Documentos obtidos pela Folha indicam que o atentado foi parte de uma empreitada criminosa complexa, envolvendo múltiplos envolvidos com funções distintas e um planejamento prévio detalhado. A dinâmica dos fatos sugere que se tratou de uma ação coordenada, com sinais evidentes de organização e periculosidade.




