Após as chuvas que ocorreram até a última sexta-feira em Porto Alegre e municípios vizinhos, os níveis dos rios que formam o Guaíba, que já haviam transbordado em várias áreas, começaram a apresentar uma queda significativa. No entanto, a situação foi diferente para o rio Gravataí, que continuou a subir devido a chuvas intensas nas localidades que ele atravessa. A cheia do Gravataí se intensificou, inundando campos marginais e afetando residências nas proximidades, forçando os moradores a se deslocarem para locais mais seguros.
A estrada que liga Porto Alegre a Canoas foi uma das áreas impactadas, com as águas avançando mais de 500 metros do lado de Porto Alegre e cerca de 300 metros do lado de Gravataí. Apesar da inundação, veículos ainda conseguem trafegar pela estrada alagada.
Na Standard Oil Company, localizada à margem esquerda do Gravataí, as águas ainda não alcançaram os depósitos, mas inundaram terrenos adjacentes. Algumas casas construídas para os operários da empresa estavam cercadas pelas águas, que atingiram mais de meio metro de altura, mas não chegaram a invadir os interiores.
Relatos de moradores indicam que as águas do Gravataí subiram aproximadamente três metros acima do nível normal, dificultando a passagem de embarcações sob as pontes da estrada de ferro e da rodovia. Esse aumento é considerado um dos mais significativos em anos.
Na estação da Viação Férrea em Gravataí, a inundação da várzea causou alagamentos nas casas de madeira próximas, obrigando os moradores a solicitarem ajuda, que foi prontamente oferecida pela Viação Férrea, que disponibilizou vagões para abrigo temporário. Embora as águas tenham continuado a subir, houve uma redução em sua altura posteriormente.
Embora o tempo tenha melhorado nos últimos três dias, o Guaíba e outros rios que o compõem continuam cheios, com a correnteza levando vários animais mortos, como cavalos e galinhas, em direção ao cais do porto.




