PT evita pressão sobre Congresso em meio a adiamento da PEC do fim da escala 6×1

O Partido dos Trabalhadores (PT) optou por não intensificar a pressão sobre o Congresso, mesmo após o aviso de Davi Alcolumbre de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 só será votada no plenário do Senado após as eleições. A estratégia do partido é manter a narrativa de que o governo deseja aprovar a proposta rapidamente, evitando, no entanto, um novo confronto com o presidente do Senado.

Desde o ano passado, a comunicação do PT vinha enfatizando que o “Congresso é inimigo do povo”, mas atualmente o foco se voltou para o bolsonarismo. O governo tem direcionado críticas ao PL de Flávio Bolsonaro, que é acusado de obstruir o fim da escala 6×1 e de ter apresentado a PEC da 7×0, dificultando o avanço da proposta.

A cautela em relação a Alcolumbre é estratégica, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reaproximou dele recentemente para tentar destravar pautas do governo antes das eleições. A avaliação é de que, após reconstruir relações, não seria prudente iniciar um novo conflito por uma votação que ainda depende de consenso entre os parlamentares.

Dessa forma, mesmo que a PEC não seja votada antes das eleições e enfrente obstáculos para avançar após a definição dos novos senadores, o governo prefere manter uma boa relação com Alcolumbre, sustentando a narrativa de que a resistência à proposta está concentrada no bolsonarismo, que de fato representa uma parte significativa dessa oposição.

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