Soninha Francine, candidata ao Senado por São Paulo, enfatiza a necessidade de fortalecer investigações e criar forças-tarefas para enfrentar a expansão do crime organizado, que se infiltra em setores da economia legal. Em uma entrevista ao R7, ela argumenta que o combate às facções deve unir ações de inteligência e repressão com investimentos em urbanização, cultura, esportes e lazer.
A candidata observa que a presença do crime organizado em atividades legais não é um fenômeno recente, sendo uma estratégia para lavagem de dinheiro oriundo de atividades ilícitas. Soninha explica que o crime se apropria de diversos setores econômicos para fazer o dinheiro movimentar-se como se fosse legítimo, citando a venda de combustíveis adulterados como exemplo.
Soninha defende que o combate às organizações criminosas deve contar com recursos tecnológicos, profissionais especializados e uma integração eficaz entre diferentes instituições. Ela propõe a formação de grupos de trabalho dedicados exclusivamente a esta causa, com intercâmbio de informações entre órgãos brasileiros e internacionais, para evitar a corrupção que possa comprometer investigações.
Prevenção e alternativas ao crime
Além das ações de investigação, a candidata ressalta que é fundamental atacar as condições que levam jovens a se envolverem com facções. Para isso, é necessário que crianças e adolescentes tenham acesso a modelos de sucesso e reconhecimento social alternativos ao crime.
Soninha afirma que as pessoas precisam ter outras perspectivas de sucesso que não envolvam o crime organizado. Ela relaciona problemas de segurança pública à falta de políticas urbanas eficazes, destacando que áreas mal planejadas e com pouco acesso facilitam o controle territorial pelo tráfico.
Para a candidata, as medidas de prevenção devem começar na infância, investindo em arte, cultura, esporte e lazer, para que as futuras gerações não vejam o crime como uma opção viável.
Mudanças no STF
Soninha também apoia propostas que visam alterar algumas regras de funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela acredita que é necessário discutir aspectos como o tempo de mandato e a idade mínima dos ministros, além de critérios para a carreira na magistratura.
A candidata expressa satisfação com a discussão mais ampla sobre essas questões, que não devem ser exclusivas de um único partido. Ela ainda defende a criação de um código de ética para avaliar a conduta dos ministros do STF, argumentando que a legislação atual não é suficiente para garantir uma avaliação objetiva.
Soninha conclui que, se há receio de que um processo de impeachment possa ser usado para restringir o Judiciário, é essencial que se crie um código de ética que torne as avaliações mais claras e objetivas.
Assista na íntegra à entrevista de Soninha Francine à RECORD NEWS:
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