Na terça-feira, 22 de agosto, o estado de São Paulo enfrentará uma significativa mudança climática com a chegada de uma nova frente fria, que trará intensa chuva, ventos fortes e queda na temperatura. A primavera começará oficialmente às 21h05 deste dia, mas os efeitos da frente fria já serão sentidos pelos paulistas antes disso.
Segundo Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, a frente fria será reforçada por um canal de umidade proveniente da região centro-norte do país, resultando em chuvas fortes, possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 60 km/h. Essa instabilidade climática aumentará os riscos de alagamentos, transbordamento de rios e córregos, além de quedas de árvores. A temperatura mínima prevista é de 15°C e a máxima de 24°C, com umidade do ar em torno de 60%.
Na segunda-feira, 21 de agosto, a temperatura máxima registrada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) foi de 30,8°C na estação do Mirante de Santana, na zona norte da capital. Em decorrência do clima instável, o Inmet emitiu um alerta laranja para tempestades em praticamente todo o estado, com previsão de chuvas entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, ventos intensos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo.
A previsão para a quarta-feira, 23 de agosto, também indica chuvas desde a madrugada, que devem diminuir gradativamente ao longo da noite. No entanto, o frio se intensificará, com mínimas de 13°C e máximas de apenas 15°C durante a tarde, resultando em uma sensação de frio devido à baixa amplitude térmica, enquanto a umidade do ar permanecerá elevada, com índices acima de 80%.
Os climatologistas preveem que a primavera será influenciada por um forte El Niño, fenômeno que aquece as águas do oceano Pacífico Equatorial, impactando o clima global. Espera-se que as chuvas e temperaturas fiquem acima da média em São Paulo, além de possíveis ondas de calor a partir de outubro, caracterizando a estação. É comum que durante esse período haja baixos índices de umidade relativa do ar na capital, devido ao aumento da insolação.
Além das chuvas no Sul e Sudeste, o El Niño também é associado ao aumento do calor e à escassez de chuvas no Norte e Nordeste do Brasil. Nesta terça, o Inmet emitiu um alerta laranja para baixa umidade do ar em uma vasta área que abrange o leste de Mato Grosso, norte de Goiás, Tocantins, sul do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste da Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nesses locais, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 12%, elevando os riscos de incêndios florestais e problemas de saúde, como ressecamento da pele e desconforto ocular.




