Viviane Barci de Moraes cancela voos em meio à prisão de Daniel Vorcaro

No dia 19 de novembro do ano passado, Viviane Barci de Moraes havia reservado com quase um mês de antecedência voos em um jato Legacy 650 e em um helicóptero EC-155, ambos de propriedade de Daniel Vorcaro. O trajeto inicial seria de Brasília para São Paulo e, em seguida, de São Paulo para Campos do Jordão. No entanto, na manhã do dia 18 de novembro, Viviane decidiu cancelar as reservas, logo após a divulgação da prisão de Vorcaro no aeroporto de Guarulhos, onde ele tentava fugir para o exterior.

A reconstituição dos eventos foi possível através de mensagens trocadas no WhatsApp entre Viviane e os funcionários da Prime You, empresa responsável pela gestão das aeronaves. As mensagens mostram que Viviane fez o pedido para os voos no dia 24 de outubro, às 21h25, indicando que planejava passar o feriado do Dia da Consciência Negra em Campos do Jordão.

Em uma das mensagens, a advogada, que havia fechado um contrato de R$ 130 milhões com o Master, solicitou o agendamento do helicóptero para o dia 20 de novembro, com retorno no dia 23 de novembro, para um grupo de oito pessoas. Os funcionários da Prime You organizaram os voos conforme o pedido, mas, às 8h34 do dia 18, Viviane enviou uma mensagem informando sobre o cancelamento do voo.

Após a confirmação do cancelamento por parte da funcionária Fernanda Melo, Viviane reconsiderou e pediu para cancelar o cancelamento. No entanto, cinco minutos depois, decidiu definitivamente cancelar a reserva, enviando uma mensagem de desculpas.

Além disso, as mensagens entre Viviane e a Prime You foram frequentes ao longo de 2025, mas ela nunca mencionou o nome de seu marido, Alexandre de Moraes, preferindo usar a primeira pessoa do plural ao solicitar voos.

Em 12 de maio de 2025, investigações da Polícia Federal revelaram que o escritório de Viviane havia fechado um contrato de R$ 50 milhões com uma empresa de Vorcaro para serviços e honorários advocatícios, além de um contrato anterior de R$ 131 milhões com o Master. Parte desse valor seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, segundo a PF, embora Moraes e sua defesa afirmem que esse segundo contrato nunca existiu.

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