Flávio Bolsonaro e Lula adotam estratégias distintas na propaganda eleitoral do segundo turno das eleições presidenciais

Na retomada da propaganda eleitoral de TV, ocorrida na sexta-feira (9), os candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotaram abordagens distintas, embora tenham explorado temas semelhantes. O presidente, após os resultados do primeiro turno, apresentou um discurso de virada, enquanto o senador se posicionou como vitorioso.

Flávio Bolsonaro declarou: “A gente não está começando aqui uma nova campanha no segundo turno. Estamos dando um passo final para um futuro que já começou”. Sua propaganda destaca a necessidade de mudança, abordando questões como endividamento e violência urbana, mantendo um tom esperançoso e evitando mencionar o atual mandatário. O candidato enfatizou que “o Brasil já está do mesmo lado”, sugerindo que a polarização é uma página virada.

O candidato também reafirmou propostas como “tesouraço” nos impostos, voucher creche e a implementação de câmeras nas ruas, referindo-se ao programa Smart Brasil, inspirado no Smart Sampa, da cidade de São Paulo. Flávio Bolsonaro pediu cautela em relação às fake news e garantiu que não cortará programas como o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, que promete manter com prestações menores, e o Bolsa Família, cuja manutenção e reajuste para pessoas empregadas ele também assegurou.

Por outro lado, Lula utilizou o primeiro programa da TV para reiterar suas denúncias contra o bolsonarismo. Em uma dramatização gerada por inteligência artificial, um pai limpa um revólver em casa, enquanto uma bandeira do Brasil sugere uma conexão com o bolsonarismo. A cena mostra um menino que, ao chegar à escola, é retratado de forma sombria, culminando em um disparo de arma e gritos.

O narrador da campanha de Lula alertou: “Os Bolsonaros colocaram mais de um milhão de armas nos lares brasileiros”, seguido de uma crítica à agenda armamentista de Flávio, complementada por uma imagem do senador segurando uma arma. O programa também incluiu um vídeo real de uma criança segurando um suposto revólver durante a comemoração da vitória de Flávio no primeiro turno em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, encerrando com a mensagem de que “uma criança não pode passar por isso”.

A campanha de Lula começou com a imagem de Flávio representado como uma marionete, criticando seu plano de “tesouraço”. Em seguida, foram exibidas manchetes sobre cortes realizados durante o governo de Jair Bolsonaro, como a redução de 59% no programa Farmácia Popular e cortes no Minha Casa Minha Vida.

Diferentemente do primeiro turno, a primeira-dama Rosângela Silva, conhecida como Janja, não apareceu no vídeo, enquanto o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), fez uma rápida aparição em formato de vídeo-selfie. A desvantagem do presidente na corrida eleitoral gerou desconforto entre petistas e aliados em relação à exposição excessiva da primeira-dama, levando a ex-senadora Kátia Abreu (PT) a defender “menos Janja e mais Alckmin” durante o segundo turno.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Rolar para cima