Fernanda Rodrigues protagoniza thriller psicológico “Eu não era louca, era casada” no Globoplay

Fernanda Rodrigues estreou como protagonista do microdrama vertical “Eu não era louca, era casada”, um thriller psicológico disponível no Globoplay. Na trama, Beatriz, interpretada por Rodrigues, é uma galerista de sucesso cuja sanidade é ameaçada por uma manipulação de seu próprio marido.

A atriz, que atua desde a infância, compartilhou suas impressões sobre trabalhar nesse novo formato de novela, que é projetado para ser assistido na vertical em dispositivos móveis, com capítulos curtos que exigem uma dinâmica diferente na atuação. Rodrigues destacou que a necessidade de capturar rapidamente a atenção do público é um desafio interessante para os atores.

Sobre sua personagem, Beatriz, a atriz descreveu-a como uma mulher forte, porém presa em uma relação tóxica, onde seu marido, Vitor, interpretado por Ricardo Pereira, distorce a realidade, levando-a a duvidar de si mesma e de suas memórias. Rodrigues mencionou que o processo de manipulação é gradual e sutil, caracterizando um tipo de gaslighting bastante prejudicial.

Fernanda também refletiu sobre experiências pessoais relacionadas a relações não saudáveis, afirmando que, embora nunca tenha vivenciado uma situação tão extrema quanto a de Beatriz, todos podem se deparar com relações prejudiciais em algum momento da vida. Ela enfatizou a complexidade dessas dinâmicas, que muitas vezes tornam difícil para a vítima perceber a manipulação.

Casada com o diretor Raoni Carneiro desde 2009, a atriz falou sobre a importância da parceria e comunicação em seu relacionamento. Rodrigues destacou que cada casal tem seus próprios códigos e que o bom humor e a admiração mútua são fundamentais para a manutenção do vínculo. Ela também comentou sobre a criação dos filhos, Luísa e Bento, e como ambos convivem com o universo artístico de forma natural, respeitando suas individualidades.

Atualmente, a família reside em Portugal, onde têm vivido experiências enriquecedoras, mantendo laços com o Brasil. Fernanda afirmou que sua mudança para Lisboa não a afastou da dramaturgia brasileira, e que, se surgir uma oportunidade que a mobilize, ela se organiza para participar de projetos no Brasil.

A atriz expressou seu carinho pela novela “A viagem”, onde atuou quando tinha 14 anos, e lamentou não ter sido escalada para o filme baseado na trama, refletindo sobre as frustrações que acompanham a carreira artística. Além disso, abordou questões de saúde, revelando um retorno de um carcinoma basocelular e ressaltando a importância de estar atenta às mudanças no corpo e buscar cuidados médicos.

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