O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, sem sinalizar a possibilidade de cortes nos juros para 2026. Essa decisão, acompanhada de um discurso conservador, levou o mercado a aumentar as apostas de que a redução da Selic só deve ocorrer a partir de março de 2026.
Números em Destaque
- Taxa Selic: 15% ao ano
- Projeção de inflação (IPCA) para 2025: 4,4%
- Projeção de inflação (IPCA) para o segundo trimestre de 2027: 3,2%
- Taxa de juro real: 10% ao ano
- Crescimento do PIB no terceiro trimestre: 0,1%
- IPCA acumulado em 12 meses até novembro: 4,46%
O Contexto da Divulgação
A decisão do Copom de manter a Selic em 15% reflete um ambiente econômico cauteloso, onde a falta de sinalizações claras sobre a política monetária gera incertezas. Especialistas apontam que a ata da próxima reunião poderá trazer mais clareza sobre o futuro dos juros, especialmente considerando a atual taxa elevada e a desaceleração da atividade econômica. A piora do quadro fiscal, com a aprovação de medidas que podem agravar a situação da dívida pública, também está sendo levada em conta pelos analistas. A expectativa é que, apesar do cenário desafiador, a inflação está se acomodando, permitindo uma possível flexibilização da política monetária.
O que é a Selic?
A Selic, ou taxa básica de juros, é o principal instrumento de política monetária do Brasil, utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e regular a economia. A Selic influencia as taxas de juros praticadas por bancos e instituições financeiras, afetando diretamente o crédito e o consumo. Uma Selic alta tende a desestimular o consumo e os investimentos, enquanto uma Selic baixa busca estimular a atividade econômica.
Aprofunde sua análise em nossa seção completa sobre indicadores econômicos. Veja o histórico da taxa Selic e do índice IPCA para entender o cenário completo do mercado financeiro.
Indicadores Econômicos
2025-12-12 04:28:00


