Governo retoma negociações com caminhoneiros após recuo de greve e publicação de nova medida provisória sobre frete e fiscalização

O governo brasileiro realizará uma nova rodada de negociações com caminhoneiros após a decisão de não iniciar uma paralisação nacional, que estava prevista para esta semana. Essa decisão foi tomada em meio a um estado de greve mantido pelas entidades da categoria, que aguardam o avanço nas tratativas sobre suas reivindicações.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, se reunirá com representantes dos caminhoneiros nesta semana. A reunião ocorrerá após uma assembleia realizada no Sindicam, em Santos, onde a categoria decidiu não paralisar as atividades, mas manter o estado de greve até que suas pautas sejam atendidas.

José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, afirmou que a maioria dos participantes da assembleia estava inclinada a parar, mas optou por aguardar mais sete dias. Caso não haja progresso nas negociações, uma paralisação será considerada. A CNTTL também declarou que a paralisação nacional está “por enquanto, suspensa”, em virtude da publicação de uma nova medida provisória que beneficia os caminhoneiros.

A medida provisória, publicada no Diário Oficial da União, altera regras sobre o piso mínimo do frete e reforça a fiscalização do setor. As alterações incluem mecanismos mais rigorosos de controle e penalidades mais severas para o descumprimento das normas, podendo resultar na suspensão do registro de transportadoras e multas que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação.

As entidades representativas dos caminhoneiros, como a Abrava, também indicaram que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo, que ocorrerá nesta semana. A decisão de suspender o movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações pendentes.

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