O BTG Pactual emitiu um relatório indicando que a valorização do petróleo Brent acima de US$ 70 por barril enfrenta limitações no cenário global atual, devido à ampla oferta e ao incentivo para aumentar a produção. A expectativa é que o preço da commodity oscile entre US$ 60 e US$ 70 nos próximos períodos, refletindo um equilíbrio entre demanda e capacidade produtiva.
Prio é a preferida do setor
Dentro desse contexto, o BTG destaca a Prio (PRIO3) como a principal escolha no setor de petróleo e gás, ressaltando a forte execução operacional da empresa, a geração consistente de fluxo de caixa livre, o processo de desalavancagem e o potencial de retorno aos acionistas. Entre os catalisadores mencionados está o início da produção do campo de Wahoo, previsto para o primeiro trimestre de 2026, com uma expectativa de cerca de 40 mil barris por dia.
O relatório também aponta avanços na otimização do campo de Peregrino e estima um dividend yield em torno de 11%.
Outras companhias do setor
O banco manteve a recomendação de compra para a Brava Energia (BRAV3), destacando a melhora na estabilidade operacional e a trajetória de redução do endividamento, fatores que contribuem para um perfil de risco mais equilibrado. Por outro lado, a PetroReconcavo (RECV3) é vista com cautela, uma vez que enfrenta a ausência de catalisadores claros no curto prazo e menor visibilidade sobre potenciais ganhos operacionais.
Visão para a Petrobras
Em relação à Petrobras (PETR4), o BTG Pactual acredita que o descompasso entre a política de dividendos e a geração de caixa deve persistir no curto prazo, o que limita o potencial de valorização das ações. O banco rebaixou a recomendação para neutra e estabeleceu um preço-alvo de US$ 15. Apesar disso, o relatório ressalta que a Petrobras continua a operar sob uma estratégia de longo prazo considerada crível e alinhada aos interesses dos acionistas minoritários.
Os analistas do BTG veem a pressão atual sobre o caixa da estatal como uma consequência natural de um ciclo mais intensivo de investimentos no offshore, e não como um sinal de deterioração estratégica da companhia.




