A 21Shares, uma das principais gestoras globais de ETFs de criptoativos, defende a exposição a esse mercado através de produtos listados em bolsa, mesmo em meio à volatilidade observada em 2025 e à saída de grandes gestoras do setor.
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Bruna Cabus, associada sênior da 21Shares, destacou que os ETFs oferecem vantagens significativas em relação à exposição direta aos ativos. Ela explicou que a segurança proporcionada pela compra em bolsa e a custódia dos ativos em bancos institucionais são diferenciais importantes.
Cabus também afirmou que a volatilidade observada nos ETFs de criptoativos em 2025 não é um problema do produto, mas sim um reflexo do comportamento natural do mercado de criptomoedas. Ela mencionou que o mercado está se adaptando com o desenvolvimento de produtos mais diversificados, como ETFs que combinam cripto com ouro ou stablecoins.
Perfil dos investidores em ETFs de criptoativos
Cabus observou diferenças no perfil dos investidores em diversas regiões. Na Europa, onde o mercado de ETFs de criptoativos existe há cerca de sete anos, há uma maior participação de investidores institucionais. Nos Estados Unidos, a expectativa inicial era de um fluxo maior de investidores institucionais, mas a realidade se mostrou mais voltada ao varejo. Contudo, essa proporção tem mudado, com um aumento gradual da participação institucional, atribuído à maior regulação do setor e à liquidez crescente desses ativos.
A regulação foi destacada como um fator crucial para a popularização dos ETFs. Com regras mais claras para negociação de criptoativos, como as recentemente aprovadas no Brasil, veículos de investimento regulados, como os ETFs, tendem a atrair mais dinheiro institucional. Cabus também mencionou que a mudança geracional está impulsionando o interesse por criptoativos, com muitos investidores institucionais buscando oferecer cripto para atrair clientes mais jovens.
Como exemplo da evolução do mercado, Cabus citou o recente lançamento do primeiro ETF do mundo a incluir stablecoin, desenvolvido em parceria com um banco europeu, que utiliza USDC para controle de risco, demonstrando a entrada gradual de instituições financeiras tradicionais no espaço cripto.
A cotação do Bitcoin e de outras criptomoedas é um indicador volátil do mercado financeiro, frequentemente correlacionado com a cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa.
Criptomoedas
2026-01-25 15:00:00
