Os investidores de fundos imobiliários (FIIs) experimentaram um crescimento médio de 21,15% em seus lucros em 2025, conforme indicado pelo índice Ifix, que representa os FIIs mais negociados na bolsa de valores. Com a chegada de 2026, gestores do mercado financeiro já estão compartilhando suas expectativas e preferências para o próximo ano.
Um levantamento realizado pelo BTG Pactual, entre os dias 5 e 12 de dezembro, contou com a participação de mais de 40 gestoras de recursos, com o intuito de identificar os principais fatores que poderão influenciar os preços e dividendos dos FIIs em 2026.
O grau de confiança dos gestores em relação aos fundos imobiliários se mostra otimista, com um aumento no índice de confiança de 0,52 no segundo semestre de 2025 para 0,77 no primeiro semestre de 2026.
Entre as preferências dos profissionais do mercado, os FIIs de tijolo, que investem em imóveis físicos, se destacam para 2026. A pesquisa revelou que os segmentos de tijolos, especialmente Logística, Escritórios e Renda Urbana, são os mais valorizados. Em contraste, os FIIs de papel apresentaram uma queda em relação à edição anterior, embora ainda mantenham uma perspectiva otimista.
Os FIIs de lajes corporativas, considerados um dos setores mais descontados, tiveram uma valorização significativa em 2025, com o Cenesp (CNES11), que possui um único centro empresarial em São Paulo, registrando um aumento de 73,54% em suas cotas nos últimos 12 meses, a maior valorização entre os FIIs de tijolo listados na bolsa.
O que mexe com os FIIs em 2026?
A pesquisa do BTG Pactual também abordou os principais fatores que poderão influenciar o mercado de fundos imobiliários nos próximos 12 meses. Os gestores puderam escolher até duas alternativas em cada pergunta.
Os temas mais citados incluem as Eleições de 2026, mencionadas por 46% dos gestores, e a Inflação e Juros, com 44% das menções. No aspecto operacional, o Reajuste dos Aluguéis dos FIIs foi apontado por 33% dos participantes, enquanto 27% destacaram o Aumento da Taxa de Ocupação dos FIIs de tijolo. A possibilidade de queda da taxa Selic também foi ressaltada como um fator decisivo para o desempenho do mercado.
Outros elementos que podem impactar os FIIs em 2026 incluem fusões e aquisições (15%), controle da inadimplência (15%) e atualização dos laudos de avaliação dos imóveis (9%).
Entretanto, os principais riscos identificados para a indústria de FIIs em 2026 incluem o elevado endividamento dos fundos, citado por 29% dos gestores, e questões de governança, também mencionadas por 29% dos participantes do levantamento.
O relatório do BTG Pactual conclui que a qualidade e localização dos imóveis, junto com a experiência da equipe de gestão, são fatores cruciais para identificar bons FIIs em 2026. Além disso, a liquidez das cotas no mercado secundário e a segurança jurídica e regulatória são consideradas fundamentais pelos gestores.




