Um incêndio florestal significativo na Patagônia argentina já consumiu mais de 5.500 hectares, o que equivale a cerca de 7.700 campos de futebol. Até este sábado, centenas de bombeiros e voluntários estão se esforçando para controlar as chamas que ameaçam pequenas comunidades na região. Este evento ocorre apenas um ano após os piores incêndios florestais registrados na Patagônia em três décadas, exacerbando a pressão sobre os sistemas de combate a incêndios locais.
Impacto e Resposta
- Condições adversas podem agravar chamas: a área devastada por incêndios na Patagônia equivale a 5 mil campos de futebol.
- Consequências: mais de três mil turistas foram evacuados após os incêndios florestais na Patagônia argentina.
Flavia Broffoni, uma residente de Epuyén, descreveu a situação como caótica, afirmando: “Não há como descrever o que estamos vivenciando. Há incêndios por toda parte, um novo foco é relatado a cada 5 minutos. É o inferno.” Desde o início do incêndio na cidade turística de Puerto Patriada, localizada a cerca de 1.700 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires, Broffoni e outros moradores têm trabalhado arduamente para conter as chamas.
Apesar dos esforços de centenas de bombeiros, o incêndio cercou a pequena cidade de Epuyén, que possui pouco mais de 2.000 habitantes, e já destruiu mais de 10 casas. O governador da província, Ignacio Torres, alertou que as condições climáticas desfavoráveis previstas para o fim de semana tornam as próximas 48 horas críticas para o controle do incêndio. Além disso, cerca de 3.000 turistas em Puerto Patriada e 15 famílias na região de Epuyén foram evacuados.
Desafios no Combate ao Incêndio
A operação de combate ao incêndio envolve quase 500 pessoas, incluindo bombeiros, equipes de resgate e forças de segurança. Durante o fim de semana, espera-se um reforço de aeronaves e mais bombeiros da província de Córdoba e do Chile. Hernán Ñanco, membro da Brigada de Combate a Incêndios Florestais do Sul, destacou que a situação é complexa e desafiadora, devido às mudanças climáticas que afetam a região, como temperaturas mais altas e umidade reduzida.
O bombeiro expressou sua frustração com a falta de compreensão do público e das autoridades sobre a natureza desgastante do trabalho. “Não somos super-heróis”, disse Ñanco, que também mencionou que muitos bombeiros precisam ter outros empregos devido aos baixos salários, que variam entre 600 mil e 900 mil pesos (cerca de R$ 2.192 a R$ 3.288).
Além das instituições oficiais, a Patagônia conta com brigadas comunitárias que se mobilizam para proteger suas florestas e lares. Essas brigadas, formadas por moradores, têm se tornado essenciais devido aos incêndios recorrentes na região. A Brigada Patagônica, em suas redes sociais, alertou sobre o esgotamento físico e mental que enfrentam, enfatizando a necessidade de doações para se manterem operacionais.
Incêndios florestais também estão afetando outras províncias patagônicas, como Neuquén, Río Negro e Santa Cruz. A região ainda se lembra dos incêndios devastadores de janeiro e fevereiro de 2025, que consumiram quase 32 mil hectares.




