O filme “O Agente Secreto”, segundo seu criador, reflete uma lógica que ressoa com a realidade política do Brasil entre 2019 e 2021, durante a presidência de Jair Bolsonaro. O cineasta observa que, apesar de ter sido escrito em 1977, a obra aborda questões de ética e iconografia que remetem a um passado militar, evidenciando a persistência de certas dinâmicas no cenário atual.
Recepção nos Estados Unidos
Em relação à recepção do filme nos Estados Unidos, o cineasta destaca que a obra provoca uma forte identificação entre o público americano contemporâneo, especialmente em um contexto marcado por críticas ao presidente Donald Trump e suas políticas. A reação ao filme é descrita como intensa e emocional, refletindo o momento histórico atual no país.
Importância do Cinema Brasileiro
Sobre a relevância do cinema brasileiro na preservação da memória histórica, o cineasta menciona uma declaração do ex-presidente Lula, que considera “O Agente Secreto” um filme essencial para evitar que a violência da ditadura seja esquecida. No entanto, o cineasta ressalta que não vê a obrigação de fazer filmes políticos. Ele acredita que contar histórias de forma honesta e informada contribui para uma melhor compreensão da sociedade, embora seus filmes não tenham sido especificamente projetados para esse propósito.




