O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a manutenção da prisão de Rodrigo Radenzev Simões Moreira, filho do jornalista Cid Moreira, após a formalização de uma acusação por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A denúncia foi apresentada em 7 de janeiro e transforma a investigação em um processo penal em potencial.
A acusação aponta que as condutas de Rodrigo ocorreram em “concurso material”, o que permite a soma das penas em caso de condenação. A prisão foi realizada em flagrante em uma chácara em São Pedro, onde foram apreendidos tijolos de maconha, um celular, simulacros de armas, uma espingarda de pressão, um revólver calibre 38, um pé de maconha e dinheiro. O Ministério Público argumenta que a quantidade de itens encontrados reforça a necessidade de uma apuração mais aprofundada, especialmente sobre a origem do material e a possível participação de terceiros.
Pedido de acesso e restrições à exposição pública
Além da acusação, o MP pediu autorização judicial para acessar o conteúdo do celular de Rodrigo, considerando que mensagens, registros de chamadas e outros dados são essenciais para esclarecer os fatos. O órgão também solicitou que sejam negadas entrevistas televisionadas ao denunciado, argumentando que a exposição pública seria incompatível com o momento atual e poderia interferir no processo judicial.
Os promotores requereram ainda a manutenção da prisão preventiva, sustentando que essa medida é necessária para garantir a ordem pública e a correta aplicação da lei penal. A decisão sobre o recebimento da denúncia caberá ao juiz, e, caso seja aceita, Rodrigo Radenzev passará à condição de réu, com o caso seguindo para a fase de instrução, onde provas serão produzidas e depoimentos colhidos antes de uma decisão final sobre culpa ou absolvição.




