O Flamengo lançou a campanha “Amigo do Esporte” com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional para a derrubada do veto que impõe uma carga tributária mais elevada aos clubes associativos em comparação às Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Atualmente, as SAFs têm uma tributação fixada em 6%, enquanto os clubes associativos permanecem com uma carga em torno de 11%.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, tem utilizado a Reforma Tributária como argumento, afirmando que a nova taxação pode inviabilizar investimentos nos esportes olímpicos. No entanto, essa afirmação é vista como contraditória, considerando que o clube teve uma receita de R$ 2,1 bilhões em 2025, um marco inédito no esporte brasileiro.
A postura de Bap em relação aos esportes olímpicos é questionada, especialmente após a extinção do remo paralímpico no início do ano, uma modalidade que incluía atletas com deficiência. Essa decisão gerou comparações com a relação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com imigrantes.
Em contraste, na Espanha, clubes como Real Madrid e Barcelona pagam a alíquota cheia do imposto corporativo, que gira em torno de 25%, assim como qualquer empresa, evidenciando uma diferença significativa nas políticas tributárias entre os países.




