A 4ª Frota da Marinha dos EUA enviará o porta-aviões USS Nimitz para participar de exercícios navais com o Brasil e mais nove países da América Latina. Esta ação faz parte da Operação Southern Seas 2026, conforme anunciado na sexta-feira, 27 de março de 2026. O destróier de mísseis guiados USS Gridley também integrará as atividades do Comando Sul da Força Naval norte-americana na região.
Além do Brasil, os exercícios contarão com a participação de Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai. As escalas portuárias programadas incluem locais no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica.
Autoridades convidadas de países parceiros terão a oportunidade de observar as operações do porta-aviões. Esta é a 11ª edição da operação na região desde 2007, e, segundo informações de Washington, a iniciativa visa aprimorar as operações conjuntas com as forças de países parceiros no domínio marítimo.
O contra-almirante Carlos Sardiello, da Marinha dos EUA, afirmou que a operação é um meio para a “construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns”.
Os Estados Unidos já realizaram exercícios militares no Caribe no ano anterior. Em outubro, a Marinha anunciou atividades na ilha de Trinidad e Tobago, que está a 11 km da costa da Venezuela. Cerca de três meses depois, o presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado para Nova York, onde está detido.
Em dezembro, foram realizados exercícios em conjunto com o Panamá, com o objetivo declarado de combater o narcotráfico na região. Essa justificativa foi também utilizada para manter ofensivas contra embarcações que navegavam próximas ao espaço marítimo da Venezuela e da Colômbia.




