Dólar encerra em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,0217

O dólar à vista fechou a segunda-feira (01/06) em queda de 0,47%, sendo cotado a R$ 5,0217, o que resulta em um recuo acumulado de 8,51% em 2026 frente ao real. Apesar de a moeda americana apresentar força em alguns mercados internacionais, o câmbio brasileiro se beneficiou do fluxo de entrada de recursos e do interesse por ativos locais, permitindo uma valorização do real ao longo da sessão. Esse movimento ocorreu em um dia marcado por cautela global, além de ajustes de posições após as recentes oscilações acentuadas.

Números em Destaque

  • Fechamento do Dólar à Vista: R$ 5,0217
  • Variação do Dólar à Vista: -0,47%
  • Recuperação Acumulada em 2026: -8,51%
  • Fechamento do Dólar Futuro (Julho): R$ 5,0560
  • Variação do Dólar Futuro: -0,38%

O Contexto da Divulgação

No Brasil, o mercado de câmbio foi impactado por tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A falta de progresso nas negociações de paz no Oriente Médio e a intensificação dos conflitos durante o fim de semana aumentaram a percepção de risco global. Apesar desse cenário defensivo, o real conseguiu se fortalecer em relação ao dólar. Os investidores também começaram a ajustar suas expectativas sobre a política monetária dos EUA, considerando que a alta nos preços da energia pode pressionar a inflação e diminuir as chances de cortes de juros pelo Federal Reserve. O foco agora se desloca para os dados de emprego dos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta-feira (05/06) e são vistos como cruciais para as futuras projeções sobre as taxas de juros da maior economia do mundo.

No cenário internacional, o dólar recebeu suporte após o Irã decidir interromper as comunicações com os Estados Unidos por meio de mediadores, intensificando as preocupações geopolíticas. Além disso, os investidores começaram a considerar a possibilidade de juros mais altos por um período prolongado nos EUA, especialmente devido aos riscos inflacionários relacionados ao aumento dos preços da energia. Em um discurso no domingo, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, destacou a importância da independência do banco central e os desafios impostos pela incerteza econômica e geopolítica. Isso resultou em um fortalecimento do dólar em relação a várias moedas globais e uma postura mais cautelosa nos mercados internacionais.

Na B3, o contrato futuro de dólar para julho, que é o mais negociado, encerrou com uma queda de 0,38%, cotado a R$ 5,0560. Embora tenha seguido a tendência de baixa do mercado à vista, o contrato futuro apresentou uma desvalorização menos acentuada do que o dólar comercial, refletindo o prêmio embutido na curva futura, que considera expectativas sobre juros, fluxo cambial, riscos geopolíticos e perspectivas para a política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

O que é o Dólar Comercial?

O dólar comercial é a taxa de câmbio utilizada nas transações de importação e exportação de mercadorias entre países. Ele é fundamental para o comércio internacional, pois estabelece o valor da moeda americana em relação a outras moedas, influenciando os preços de produtos e serviços no mercado global. Essa taxa é determinada pela oferta e demanda da moeda no mercado de câmbio e pode ser impactada por diversos fatores, incluindo políticas monetárias, condições econômicas e eventos geopolíticos.

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Cotação do Dólar


2026-06-01 17:24:00

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