Os aeroportos da região Nordeste do Brasil alcançaram um recorde de movimentação nos primeiros quatro meses de 2026, com 7,43 milhões de passageiros embarcando em voos domésticos e internacionais. Este número representa um aumento de 11,2% em comparação ao mesmo período de 2025, sendo a primeira vez que a região ultrapassa a marca de 7 milhões de passageiros no primeiro quadrimestre desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2000.
A movimentação internacional, embora menor em volume, teve um crescimento significativo de 32,8% no mesmo período, com 390,4 mil passageiros embarcando. Os voos domésticos também apresentaram um aumento, de 10,2%.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os resultados são atribuídos ao fortalecimento da economia, promoção do turismo brasileiro no exterior pela Embratur, modernização da infraestrutura e expansão da conectividade aérea.
Os investimentos em expansão e modernização dos aeroportos estão associados à transferência dos principais terminais do Nordeste para a iniciativa privada, o que permitiu a ampliação da capacidade operacional. Entre 2023 e 2026, o número de rotas internacionais aumentou de 18 para 42 e os voos internacionais saltaram de 2.430 para 5.390.
O Aeroporto Internacional do Recife se destacou como o mais movimentado da região, com 1,65 milhão de passageiros. Salvador e Fortaleza seguiram com 1,35 milhão e 935 mil passageiros, respectivamente.
Desde 2020, a área do terminal do Recife foi ampliada em 40%, aumentando a capacidade operacional em 60%, para 15 milhões de passageiros por ano. A Aena Brasil, gestora do aeroporto, informou ter investido R$ 1,9 bilhão em obras e equipamentos nos seis aeroportos do Bloco Nordeste, que inclui Maceió, João Pessoa, Aracaju, Campina Grande e Juazeiro do Norte.
Em Salvador, a Vinci Airports investiu cerca de R$ 700 milhões desde 2017, aumentando a área do terminal de 60 mil para 82 mil m² e o número de portões de embarque de nove para 19. O CEO da empresa no Brasil, Júlio Ribas, destacou que a expansão foi planejada para atender ao crescimento da demanda, com capacidade para 15 milhões de passageiros por ano.
No caso de Fortaleza, a Fraport investiu R$ 1,6 bilhão desde 2018, aumentando o número de pontes de embarque de sete para quinze e ampliando a área do terminal de 35 mil para 72 mil m². Andreea Pal, CEO da Fraport, informou que agora há 60 balcões de check-in, em comparação com 41 anteriormente.
No Rio Grande do Norte, a Zurich Airport Brasil investiu R$ 59 milhões desde que assumiu a operação do Aeroporto Internacional de Natal em fevereiro de 2024, com obras que incluem climatização e acessibilidade. O aeroporto também ampliou sua presença internacional, com um crescimento de 86% na alta estação, de dezembro a março, totalizando 74.611 passageiros.




