Os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) já definiram os locais para o início de suas campanhas eleitorais, que acontece no próximo domingo. As escolhas variam de pontos turísticos icônicos a locais de significativa relevância histórica e política.
Lula, que lidera as pesquisas, optou pelo ABC Paulista, especificamente o Estádio da Vila Euclides em São Bernardo do Campo, onde começou sua trajetória política nos anos 70. A campanha pretende recriar a atmosfera da greve de 1979, com Lula discursando no meio do público, semelhante a um evento da época.
Flávio Bolsonaro escolheu a Praia de Copacabana, um local emblemático associado a mobilizações de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento será organizado pela cúpula do PL no Rio, que mobilizará militantes e apoiadores, funcionando como um teste para avaliar a capacidade de Flávio em mobilizar sua base política.
Interior de Goiás e Minas
Ronaldo Caiado dará início à sua campanha em Goiás, onde foi governador até março. Ele realizará uma carreata por cinco cidades próximas a Brasília e concluirá o dia com um grande encontro em Luiziânia, um colégio eleitoral importante na região.
Romeu Zema, por sua vez, escolheu Montes Claros, a maior cidade do Norte de Minas, como o local para sua primeira agenda oficial. Zema deve visitar o Mercado Municipal, destacando seu vínculo com a cidade e as melhorias que sua gestão trouxe para a população local.
Renan Santos, que concorre pela primeira vez, realizará seu evento em frente à Faculdade de Direito da USP, no Parlatório do Largo São Francisco. O candidato, que também é compositor, tocará seu jingle durante a apresentação, inspirada no estilo de Bob Dylan. A convocação de seu evento gerou reações de entidades estudantis, que planejam uma manifestação contra sua presença no local, argumentando que o espaço não deve ser utilizado para promover discursos de extrema-direita.
Renan respondeu às críticas, afirmando que as entidades não aceitam o contraditório e que o ato contra ele é contraditório em si, já que se diz em nome da democracia.




