A Operação Ouroboros, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia, resultou na desarticulação de um grupo envolvido em fraudes eletrônicas, com o bloqueio de R$ 30 milhões em corretoras de bitcoin e criptomoedas. A ação ocorreu em Porto Velho, incluindo prisões e buscas contra suspeitos de lavagem de capitais provenientes de instituições financeiras.
Esquema usava criptoativos para ocultar origem do dinheiro
As investigações revelaram que os criminosos recrutavam indivíduos comuns para fornecer dados bancários e receber valores desviados, dificultando o rastreamento das transações. Posteriormente, os valores eram convertidos em criptoativos para ocultar a origem do dinheiro. O retorno à economia formal era feito através de contas controladas pelos líderes da organização.
Justiça autoriza prisões e buscas em Rondônia
O Tribunal de Justiça de Rondônia emitiu 26 ordens judiciais, incluindo oito prisões preventivas e 18 buscas em residências de membros da organização criminosa. As decisões também autorizaram o sequestro de veículos e embarcações dos investigados, assim como o bloqueio de valores em instituições financeiras, totalizando até R$ 30 milhões.
A operação teve o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Militar e da Polícia Civil de Rondônia, com a FICCO unindo forças federais e estaduais para combater organizações complexas e facilitar a troca de informações sobre crimes relacionados a criptomoedas.
A cotação do Bitcoin e de outras criptomoedas é um indicador volátil do mercado financeiro, frequentemente correlacionado com a cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa.
Criptomoedas
2026-08-15 19:03:00
