Dólar recua 0,17% e fecha a R$ 5,216 nesta terça-feira (29)

O dólar encerrou o dia com uma leve queda de 0,17%, sendo cotado a R$ 5,216 nesta terça-feira (29). O movimento ocorreu em um dia em que foram divulgados novos dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, além das expectativas em relação ao primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4).

Números em Destaque

  • Cotação do Dólar: R$ 5,216
  • Fechamento do Ibovespa: 183.827 pontos
  • Queda das ações da CSN: 9,84%
  • Queda das ações da Vale: 2,71%
  • Alta das ações da Azzas: 10,5%
  • Alta das ações do Fleury: 2,75%
  • Alta das ações do Banco do Brasil: 2,55%
  • Taxa do DI para janeiro de 2028: 13,565%
  • Taxa do DI para janeiro de 2035: 13,980%
  • Taxa de desemprego: 5,3%
  • Vagas abertas em agosto: 165.827
  • Queda do petróleo Brent: 2,75%

O Contexto da Divulgação

A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada pela manhã, revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para o segundo turno das eleições, com 47,7%, ligeiramente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que possui 47,6%. Dado que a margem de erro é de 1 ponto percentual, ambos os candidatos estão tecnicamente empatados. No mercado acionário, o Ibovespa teve um fechamento positivo de 0,45%, mesmo com a pressão sobre as ações da CSN, que caíram 9,84% após a CSN Mineração revisar suas projeções para o ano. A Vale, um dos principais componentes do índice, também apresentou queda de 2,71%.

Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, observou que a alta do mercado acionário brasileiro ocorreu em meio a um cenário internacional adverso, com o aumento das taxas dos Treasuries, que impactaram Wall Street. O rendimento do título americano de 30 anos alcançou 5,623%, o maior desde junho de 2002, o que intensificou a cautela em relação a ativos de risco e reforçou expectativas de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos.

No Brasil, a queda nas taxas de juros futuros, especialmente nos vencimentos intermediários, foi impulsionada pelo déficit primário de R$ 13,6 bilhões registrado pelo Governo Central em agosto, que ficou abaixo da mediana esperada de R$ 16 bilhões e do déficit de R$ 15,5 bilhões do mesmo mês de 2025. A diminuição do preço do petróleo também ajudou a aliviar a pressão inflacionária.

Além disso, o IBGE reportou uma redução na taxa de desemprego para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível desde o início da série histórica da Pnad Contínua em 2012. O saldo positivo de 165.827 novas vagas formais de trabalho em agosto, conforme dados do Caged, também indica um mercado de trabalho resiliente. Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, enfatizou que um mercado de trabalho aquecido pode sustentar o consumo e a demanda, o que pode dificultar a convergência da inflação.

Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em baixa, com o Dow Jones recuando 0,26%, o S&P 500 caindo 0,17% e o Nasdaq apresentando uma queda de 0,09%. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subiu 0,23%.

O que é o Dólar Comercial?

O dólar comercial é a moeda utilizada nas transações financeiras internacionais e no comércio exterior. Sua cotação é definida pelo mercado, refletindo a oferta e a demanda por dólares. O dólar é considerado uma moeda forte e é amplamente aceito em todo o mundo, servindo como referência para a realização de negócios e investimentos. Além disso, o dólar comercial é fundamental para a balança comercial de um país, influenciando diretamente as importações e exportações.

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Cotação do Dólar


2026-09-29 10:07:00

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