A vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, que será confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral, coloca o estado do Rio de Janeiro em uma situação sem precedentes. O novo governador, que será diplomado em breve, já enfrenta investigações antes mesmo de assumir o cargo.
Ruas é alvo de um procedimento que investiga a suposta prática de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação foi iniciada em 17 de julho pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e está em trâmite sigiloso no Tribunal de Justiça, sob a relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira.
O procedimento foi instaurado para apurar suspeitas de conflito de interesses e enriquecimento ilícito em negócios que envolvem o governo de Cláudio Castro e a Prefeitura de São Gonçalo, liderada por Capitão Nelson (PL), pai do governador eleito.
Em entrevista ao G1, Ruas negou qualquer irregularidade, afirmando que o Ministério Público já arquivou uma investigação anterior por considerar os fatos inverídicos. “E tenho certeza de que esse outro procedimento aberto terá o mesmo desfecho”, declarou.
Ruas acredita que a investigação será arquivada rapidamente, alegando que se trata de “mentiras e ataques da velha política” contra sua candidatura. Ao ser diplomado, o governador eleito adquirirá foro privilegiado, o que implicará a transferência da investigação do Tribunal de Justiça do Rio para o Superior Tribunal de Justiça em Brasília.




