Bitcoin se aproxima de US$ 76 mil após alta de juros do Federal Reserve; ETFs enfrentam saídas líquidas de US$ 295,9 milhões

Na quinta-feira, 17 de outubro, o bitcoin estava cotado próximo a US$ 76 mil, após o Federal Reserve (Fed) aumentar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo a faixa entre 3,75% e 4%. Por volta das 11h15, a criptomoeda avançava 0,7% em 24 horas, alcançando US$ 76,857.25, conforme dados do CoinGecko. No Brasil, o bitcoin era negociado a R$ 396.940,83, com uma alta de 0,77%, segundo o CoinTrader Monitor.

Após a decisão do Fed, o bitcoin chegou a se aproximar dos US$ 75 mil, mas conseguiu recuperar parte das perdas. A justificativa do Fed para o aumento foi a persistência da inflação, com indicações de que novos aumentos podem ocorrer, já que a maioria dos dirigentes prevê pelo menos mais um ajuste até o final do ano.

De acordo com Pedro Fontes, analista de research do MB, a descida a US$ 75 mil atraiu investidores e a falta de uma indicação clara sobre os próximos passos por parte de Kevin Warsh foi vista como um fator positivo para o mercado cripto. O temor de uma sinalização mais direta de que a decisão do Fed seria o início de um novo ciclo de altas foi aliviado.

Fontes também destacou que os US$ 75 mil representam uma referência importante no curto prazo, e a manutenção desse nível, por enquanto, diminui o risco de uma correção mais profunda.

A demanda por fundos negociados em bolsa (ETFs) continua a ser um ponto de pressão. Dados do Mercado Bitcoin indicam que os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 295,9 milhões na quarta-feira, totalizando cerca de US$ 586 milhões em resgates na semana.

Entre as principais altcoins, a solana apresentou uma alta de 2,9%, cotada a US$ 99,75, enquanto a BNB subiu 2%, atingindo US$ 723,92. O ether valorizou-se em 1,7%, alcançando US$ 2.437,08, e o XRP avançou 0,8%, negociado a US$ 1,29.

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