No debate recente, Danilo Lavieri destacou que a principal dificuldade enfrentada pelo Corinthians é a dívida relacionada ao estádio, que impacta diretamente a saúde financeira do clube devido aos juros e ao peso no caixa. Lavieri enfatizou a necessidade de resolver essa questão para que o Corinthians possa “ter a renda limpa”.
Sobre possíveis soluções, Lavieri mencionou que não vê problemas em discutir um acordo com a Caixa por meio de naming rights, desde que o valor esteja alinhado com as práticas do mercado. Ele alertou que existe o risco de transformar essa operação em um “desconto” que não reflete a realidade.
“Ao contrário da maioria, eu não acho que seja um completo absurdo o naming right da Caixa, desde que seja feita com uma avaliação de mercado e o valor seja normal. O que não dá é: a gente vai avaliar essa dívida em R$ 1 bilhão e em R$ 1 bilhão elimina em dois anos. Aí é totalmente fora do que é praticado no mercado”, afirmou Lavieri.
Rodrigo Mattos, por sua vez, declarou que, diante da atual situação financeira do Corinthians, uma reviravolta só seria possível com uma mudança radical na administração do clube. Ele questionou a viabilidade de uma intervenção judicial e levantou preocupações sobre quem poderia assumir a gestão do Corinthians nesse cenário.
“Eu não vejo, neste momento, uma situação que o clube consiga reverter, a não ser que mude completamente. Agora, a intervenção judicial, quem que seria o gestor do Corinthians? Para intervir, para quem vai ser o gestor? O quê? Um administrador judicial? Será que ele tem condição de fazer?”, indagou Mattos.
Além disso, Mattos expressou preocupações sobre a relação do clube com a Caixa, sugerindo que o Corinthians poderia estar utilizando benefícios de forma inadequada. Ele propôs que a recuperação financeira do clube poderia ser alcançada por meio de um plano básico que envolvesse o dimensionamento das contas e a limitação dos gastos com futebol ao que sobrar.




