Honda registra primeira perda anual desde 1957, com prejuízo de US$ 2,7 bilhões e revisão de metas para veículos elétricos.

A Honda Motor Company anunciou sua primeira perda anual desde que foi listada no mercado de ações em 1957, reportando um prejuízo de US$ 2,7 bilhões. O resultado foi impactado por custos de reestruturação de US$ 9 bilhões, atribuídos à baixa demanda por veículos elétricos e às políticas “Made in America” do ex-presidente Donald Trump. A empresa declarou que a demanda por veículos elétricos caiu significativamente, em parte devido à reversão de regulamentações ambientais nos Estados Unidos.

O CEO Toshihiro Mibe informou que a Honda abandonou sua meta de que as vendas de veículos elétricos representariam 20% dos lucros até 2030. Além disso, a companhia havia planejado uma transição completa para veículos elétricos ou a hidrogênio até 2024, mas agora espera perdas relacionadas a operações de veículos elétricos que podem chegar a US$ 16 bilhões.

A administração Trump reduziu os programas de incentivo a veículos elétricos, bloqueando mandatos rigorosos da Califórnia e removendo o crédito fiscal para EVs do ex-presidente Joe Biden. Apesar dos desafios, a Honda conseguiu aumentar suas vendas de motocicletas, com 20 milhões a mais do que no ano anterior, resultando em um aumento de 0,5% na receita total, que atingiu US$ 138 bilhões no ano fiscal encerrado em março.

No total, a Honda vendeu 3,4 milhões de veículos globalmente no ano fiscal, uma queda em relação aos 3,7 milhões do ano anterior. A empresa continua a ser a principal vendedora de motocicletas em mercados como a Índia. Mesmo diante das perdas, a Honda prevê um lucro de US$ 1,7 bilhão para o ano fiscal que se encerrará em março de 2027.

Mibe afirmou que a empresa continuará investindo em tecnologias futuras, incluindo baterias para veículos elétricos, e reafirmou o compromisso com a neutralidade de carbono, enquanto reconhece a necessidade de desenvolver modelos híbridos e com motores a gasolina.

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