O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) apresentou uma alta de 0,70% em setembro, revertendo a queda de 0,40% registrada em agosto, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado é o mais elevado para o mês de setembro desde 2021 e supera as expectativas de analistas do mercado.
Números em Destaque
- Alta do IPCA-15 em setembro: 0,70%
- Recuo do IPCA-15 em agosto: -0,40%
- Acumulação em 12 meses: 4,47%
- IPCA-15 em setembro de 2025: 0,48%
- Projeção de analistas para setembro: 0,55%
- Meta de inflação do Banco Central para 2026: 3%
O Contexto da Divulgação
O aumento do IPCA-15 em setembro se deve a variações significativas em diversas classes de despesas, com destaque para alimentação e bebidas, que passaram de uma queda de 0,57% para um aumento de 0,40%. Também foi observada uma recuperação nos preços de habitação e transportes. O resultado ficou acima da mediana das projeções de 27 analistas, que esperavam uma alta de 0,55%, indicando uma pressão inflacionária mais intensa do que o previsto. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, subiu de 52% para 53,7%, sugerindo que a inflação se espalhou mais amplamente entre os bens e serviços.
O que é o IPCA-15?
O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, que é o indicador oficial da inflação no Brasil. Ele é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos e abrange várias regiões metropolitanas do país, além de algumas cidades. A principal diferença entre o IPCA-15 e o IPCA está no período de coleta de dados e na abrangência geográfica, o que torna o IPCA-15 uma ferramenta importante para antecipar tendências inflacionárias.
Aprofunde sua análise em nossa seção completa sobre indicadores econômicos. Veja o histórico da taxa Selic e do índice IPCA para entender o cenário completo do mercado financeiro.
Indicadores Econômicos
2026-09-25 09:05:00


