O mercado de criptomoedas apresentou um dia de volatilidade, com o Bitcoin enfrentando uma nova pressão de venda e sendo negociado a R$ 596.715,91 na manhã de sexta-feira (29). Após uma leve recuperação para US$ 113 mil, o BTC viu seu preço cair novamente, refletindo um sentimento cauteloso entre os investidores.
Destaques do Mercado Cripto
– **Bitcoin (BTC)**: R$ 596.715,91
O Que Movimentou o Mercado Hoje?
O preço do Bitcoin sofreu uma queda significativa após romper um suporte crítico de Fibonacci em US$ 114.757, nível que havia sustentado a alta nos meses anteriores. Esse rompimento resultou em uma onda de vendas automáticas, intensificando a pressão de baixa. O MACD negativo e o RSI em 44,79 indicam um impulso de baixa, com a próxima linha de suporte importante situada em US$ 112.121.
Além das questões técnicas, o ambiente macroeconômico também tem gerado incertezas. Os investidores estão atentos à divulgação do relatório de empregos nos EUA, que ocorrerá em 1º de setembro, e à reunião do Federal Reserve, que pode influenciar as taxas de juros. A expectativa de estagnação econômica e uma inflação persistente aumentam os riscos de stagflação, o que pode desestimular a demanda por ativos de risco como o Bitcoin.
Nos últimos dias, a liquidação de posições alavancadas ampliou a pressão de venda, com US$ 76,75 milhões em posições long liquidadas entre 28 e 29 de agosto, representando um aumento de 84% em relação ao dia anterior. Apesar do crescimento do interesse aberto nos derivativos, que subiu 32% no mês, o aumento ocorreu em um contexto de preços em queda, indicando um excesso de especulação.
Por outro lado, dados on-chain mostram que 85% da oferta de Bitcoin está inativa há mais de seis meses, sugerindo que investidores de longo prazo permanecem firmes em suas posições, mesmo diante da volatilidade atual.
Conclusão
As perspectivas para o mercado cripto permanecem incertas, com a volatilidade e as pressões macroeconômicas influenciando o sentimento dos investidores. O Bitcoin pode continuar a enfrentar desafios, mas o suporte de longo prazo parece estar se mantendo, com a possibilidade de uma recuperação moderada se as condições macroeconômicas se estabilizarem.