Trump Autoriza Tarifas de Até 100% sobre Compras de Petróleo Russo, Atingindo China e Índia

No dia 12 de setembro de 2026, durante a cúpula do BRICS em Nova Délhi, na Índia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, obteve a aprovação da Câmara dos Representantes para um amplo projeto de sanções contra a Rússia, que permite a imposição de tarifas de até 100% sobre países que compram petróleo russo. A medida coloca China e Índia em uma posição delicada, já que ambos os países têm aumentado suas importações de petróleo russo desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.

Impacto das novas tarifas

Com a nova legislação, Trump poderá agir rapidamente contra os principais compradores de energia russa, o que preocupa especialmente os líderes da China e da Índia. Deborah Elms, especialista em política comercial, destacou que as cinco principais nações compradoras de petróleo russo estão “extremamente preocupadas” com a aplicação potencial da lei. A China, que já comprou metade das exportações de petróleo da Rússia até o final de agosto, e a Índia, que adquiriu 37%, enfrentam desafios significativos para substituir esse suprimento em caso de tarifas.

Reações e negociações

Enquanto isso, a Índia está em negociações para um acordo comercial com os EUA e busca condições preferenciais em relação a seus concorrentes. A expectativa é que o presidente Xi Jinping, da China, se encontre com Trump ainda este mês. Especialistas afirmam que é improvável que a China ou a Índia reduzam suas importações de petróleo russo, mesmo diante das tarifas, já que ambas priorizam a segurança energética.

Sentimento anti-EUA na Índia

A resposta do Ministério das Relações Exteriores da Índia ao projeto de sanções foi de que o país está comprometido em garantir a segurança energética para sua população de 1,4 bilhão de pessoas. Contudo, a dependência da Índia em relação ao petróleo russo a coloca em uma situação difícil, especialmente com a pressão dos EUA para interromper as importações. A opinião pública na Índia tem se tornado cada vez mais negativa em relação às ações dos EUA, o que pode complicar ainda mais as negociações comerciais.

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