Assessores executivos se tornam agentes de transformação tecnológica nas empresas, segundo especialista Vivian Bettoni

A inteligência artificial está se tornando uma realidade nas empresas, e sua próxima aplicação pode ser na alta liderança, segundo Vivian Bettoni, especialista em assessoria executiva e fundadora da VB Assessoria Executiva. Bettoni acredita que profissionais que trabalham diretamente com CEOs têm uma posição privilegiada para identificar como a tecnologia pode trazer ganhos de eficiência.

A assessora executiva não apenas gerencia a agenda do líder, mas também interage com diferentes áreas, monitora demandas, identifica atrasos e retrabalho, e observa quais atividades consomem tempo da liderança sem exigir sua participação direta. Essa experiência coloca esses profissionais em uma posição que vai além do uso cotidiano de ferramentas de inteligência artificial, permitindo-lhes atuar como agentes de transformação tecnológica nas empresas.

Vivian Bettoni destaca que a tecnologia assumirá cada vez mais a execução de tarefas, o que não diminui a importância da carreira de assessoria executiva, mas sim a eleva. Ela prevê que, ao longo do tempo, essas profissionais não apenas acompanharão a transformação digital, mas também contribuirão ativamente para ela ao lado da liderança.

Da gestão de processos à inteligência artificial

A relação de Vivian com a tecnologia remonta ao início de sua carreira, quando já trabalhava com sistemas de gestão e organização de processos. A principal mudança trazida pela inteligência artificial é a acessibilidade a transformações que antes exigiam projetos complexos e investimentos significativos. Agora, profissionais com conhecimento profundo da operação podem identificar oportunidades de melhoria e participar da implementação de soluções, em vez de apenas utilizar ferramentas prontas.

Uma assessora que acompanha a rotina de um executivo pode perceber que certas informações são frequentemente solicitadas, que reuniões poderiam ser otimizadas, ou que atividades dependem de intervenções manuais desnecessárias. Com um repertório tecnológico, essa profissional pode transformar essas percepções em questões práticas sobre automação e eficiência.

Vivian antecipa que estamos caminhando para uma geração de assessoras executivas que atuarão como agentes de transformação tecnológica nas organizações.

A profissional que enxerga a empresa por dentro

A posição estratégica da assessora executiva se deve à sua proximidade com diversas áreas da empresa. Ao contrário de profissionais que atuam em uma única operação, a assessora transita entre liderança, equipes, fornecedores e clientes, o que a capacita a identificar problemas que podem passar despercebidos em uma visão segmentada.

Essa capacidade de enxergar a organização como um todo deve ser valorizada, pois permite que a assessora compreenda os processos e os objetivos da liderança. À medida que mais atividades repetitivas são assumidas por sistemas e inteligência artificial, as competências humanas, como discernimento e inteligência emocional, tornam-se ainda mais valiosas.

Vivian afirma que essas habilidades humanas, desenvolvidas ao longo de anos de trabalho próximo a grandes lideranças, são fundamentais para o futuro da assessoria executiva. A tecnologia, nesse contexto, não diminui a importância da assessora, mas a eleva.

IA precisa resolver problemas, não apenas virar ferramenta

Vivian enfatiza que o desafio agora é evitar que a inteligência artificial seja adotada apenas por ser uma tendência. A tecnologia deve ser integrada a necessidades concretas da operação. Profissionais que compreendem os processos internos da empresa podem se tornar essenciais nesse contexto, pois sabem onde estão os gargalos e quais tarefas podem ser automatizadas.

A transformação nas expectativas sobre a assessoria executiva também é significativa. Em vez de dominar apenas ferramentas de produtividade, as profissionais precisarão entender como sistemas e automações se relacionam com os objetivos do negócio. Vivian vê essa evolução como uma oportunidade para uma carreira que sempre foi associada à execução, transformando o gabinete do CEO em um ponto estratégico para a transformação digital.

Ela conclui que o futuro da assessoria executiva não deve ser visto como uma disputa entre humanos e tecnologia, mas como uma combinação poderosa de profissionais com habilidades humanas que utilizam a tecnologia para potencializar a capacidade de liderança.

Para mais informações sobre mentorias e formação de assessorias executivas, acesse o perfil oficial da VB Assessoria Executiva no Instagram: @vivian.bettoni

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