Itaú BBA rebaixa recomendação da Minerva e reduz preço-alvo para R$ 5,50 após cortes do Goldman Sachs

O Itaú BBA revisou sua recomendação para as ações da Minerva (BEEF3), passando de outperform para market perform, um dia após o Goldman Sachs também reduzir o preço-alvo da empresa. O novo preço-alvo foi ajustado de R$ 9 para R$ 5,50, o que representa um potencial de valorização de 19% em relação ao fechamento de quarta-feira, que foi de R$ 4,26.

Às 10h55 (horário de Brasília) desta quinta-feira, as ações da Minerva estavam cotadas a R$ 4,03, apresentando uma queda de 5,40%. O Itaú BBA justificou a revisão devido a um ambiente operacional menos favorável e à baixa visibilidade sobre variáveis cruciais, como o risco de reversão do ciclo do gado no Brasil e a diminuição dos volumes de abate em países da América do Sul. Além disso, a demanda da China por carne bovina brasileira no terceiro trimestre permanece incerta, e fatores macroeconômicos, especialmente as flutuações cambiais, impactam as exportações.

O banco também destacou que a deterioração do ciclo pecuário no Brasil pode aumentar os custos ao longo do ano, um cenário que é agravado pela volatilidade nos preços de frete e energia. Embora a demanda global continue forte e possa permitir algum repasse de preços, a recente desvalorização do dólar pode afetar negativamente a rentabilidade da Minerva, dado seu perfil fortemente exportador.

Na análise do Itaú BBA, o valuation da empresa permanece próximo das médias históricas, mas o momento operacional se tornou menos favorável com a mudança no ciclo pecuário. O múltiplo projetado de 3,6 vezes EV/EBITDA para o final de 2026, ou 4,4 vezes considerando forfait, já reflete uma perspectiva mais conservadora para o ciclo.

O relatório também menciona que o baixo peso do valor de mercado da Minerva dentro do enterprise value aumenta a sensibilidade das ações, resultando em maior volatilidade. Entre os fatores que poderiam influenciar positivamente as estimativas estão uma possível flexibilização do mecanismo de salvaguarda da China, um cenário cambial mais favorável para exportadores e a monetização de ativos não estratégicos.

Apesar de reconhecer que muitos riscos negativos já estão incorporados no valuation, o Itaú BBA acredita que a baixa visibilidade sobre o desempenho futuro e a ampla dispersão de cenários justificam uma postura mais neutra em relação à companhia.

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